"Es necesario liberarse de la fundamental incapacidad humana que constituye el egoísmo materialista."
Aldous Huxley

AVISO IMPORTANTE SOBRE LA DESCARGA DE LIBROS DE CONTENIDO ESPÍRITA GRATIS

Ponemos en conocimiento de todos nuestros amables lectores que pueden descargar gratuitamente libros de contenido doctrinario, como las obras fundamentales de la Codificación Kardeciana y de otros destacados autores del pensamiento filosófico espírita en los siguientes enlaces:
www.andaluciaespiritista.es
http://www.progresoespiritismo.org/
Y para conocer de eventos y noticias de actualidad en el ámbito espírita recomendamos América Espírita Newsletter de la CEPA, en le siguiente enlace:
http://americaespirita.blogspot.com/
Saludos.

EL POR QUÉ DE UN NUEVO BLOG

Después de abrir y mantener actualizados los blogs: CULTURA Y DIVULGACIÓN ESPÍRITAS y CENTRO VIRTUAL DE ESTUDIOS

ESPIRITISTAS Y AFINES, para la formación doctrinaria dentro de los postulados eminentemente racionalistas y laicos de la filosofía espírita codificada por el Maestro Allan Kardec que exhibe la Confederación Espírita Panamericana, a la cual nos adherimos, creímos conveniente abrir un nuevo Blog de un formato más ágil y que mostrase artículos de opinión de lectura rápida, sin perder por ello consistencia, así como noticias y eventos en el ámbito espírita promovidos por la CEPA, a modo de actualizar al lector.
Esa ha sido la razón que nos mueve y otra vez nos embarcamos en un nuevo viaje en el cual esperamos contar con la benevolencia de nuestros pacientes y amables lectores y vernos favorecidos con su interés por seguirnos en la lectura.
Reciban todos vosotros un fraternal abrazo.
René Dayre Abella y Norberto Prieto
Centro Virtual de Estudios Espiritistas y Afines "Manuel S. Porteiro".



lunes, 24 de septiembre de 2012

ARTIGOS
O Papa e o laicismo, por Milton R. Medran Moreira*
Nothing to kill or die for, no religion too. (John Lennon)

Andou muito bem o papa Bento XVI, em sua recente visita ao Oriente Médio, pedindo se respeite, ali, a liberdade religiosa e defendendo o laicismo por ele adjetivado como “saudável”.

Por muito tempo, a Igreja condenou com veemência tanto a liberdade de crença quanto a laicidade da sociedade e do Estado. E não faz tanto tempo assim. Não precisamos retroceder à Idade Média e aos tempos em que vigorava, incontestavelmente soberana, a teocracia religiosa no Ocidente. Todo o século 19 e boa parte do há pouco findo século 20 serviram de cenário para uma tenaz luta da Santa Sé contra esses princípios, de origem secular. Em 1832, o papa Gregório XVI, na encíclica Mirari vos, chamava a liberdade de consciência de “pestilenta”, denunciando que essa postulação do mundo liberal abriria caminho à perigosa introdução da “liberdade plena de opinião” e ao desenvolvimento das falsas religiões. Outra loucura, para ele, era a separação entre Estado e Igreja. Atrás disso, dizia, sobreviriam as maiores desgraças para as nações e para a fé. Essas mesmas ideias foram repetidas em sucessivas encíclicas de Pio IX e Pio X. O indiferentismo religioso, o laicismo, o relativismo em matéria de fé, o naturalismo e todas as liberdades de pensar, de crer ou deixar de crer, foram condenados com expressões arrasadoras, nas bulas e encíclicas papais do mundo moderno e contemporâneo. Na base dessas posições estava a ideia de que sem religião – ou, mais precisamente, sem a única religião verdadeira – não há moral, não há ética, não se sustenta uma sociedade saudável.

Acho que é a primeira vez que um sumo pontífice romano, nesse sermão pronunciado no Líbano (14/9/2012), agrega ao substantivo laicismo o adjetivo saudável. Mesmo deixando espaço ao entendimento de que existem outras formas de laicismo condenáveis, ou seja, aquelas que se ocupam de combater as crenças de cada um, fica expresso o reconhecimento de que laicidade não é sinônimo de imoralidade. É quase o reconhecimento explícito de que, com ou sem religião, há no ser humano uma vocação natural para o bem, para a ética, para o justo, para o progresso. Defendendo o pluralismo religioso, o Papa afina seu discurso com a modernidade. Mais do que isso, acenando para a prática do laicismo, reconhece que onde crenças religiosas se arvoram em juízes das atitudes humanas descamba-se para graves violações aos direitos humanos.. Não é por outra razão que o fundamentalismo religioso é o responsável, hoje, como o foi ao curso de toda a História, por nossas mais cruéis tragédias.

O mundo fica melhor na medida em que sua gestão política e social se liberta da tutela religiosa. Isso não significa divorciar-se da espiritualidade ou rejeitá-la. Só com o respeito ao pluralismo, às liberdades individuais e políticas pode-se desenvolver a genuína espiritualidade. O autêntico laicismo sempre é saudável porque, sem combater crenças individuais, admite a existência de uma gama infinita de formas de interpretar o divino e o humano, a consciência e o universo, buscando, no conjunto de tudo, o sentido da vida.

Paradoxalmente, aqueles mesmos que, ainda ontem, rebelaram-se contra a vitória do laicismo sobre a ditadura da fé reconhecem, agora, que só numa sociedade genuinamente laica há espaço para vicejarem e crescerem os verdadeiros valores do espírito. Sinal dos tempos! Bons sinais. Plenamente concordes com a sentença de Jesus de Nazaré, segundo quem “o espírito sopra onde quer”. O que se pode ver é que, cada vez mais, espiritualidade passa a ser sinônimo de humanismo. Migra do inescrutável reinado do mistério e do dogma para o terreno aberto e democrático das experiências humanas contra cuja corrente, quase sempre, se posicionaram as castas sacerdotais. É a força do espírito livre, centelha divina presente no homem. A ela tudo um dia se há de conformar. Inclusive as religiões, quando compreenderem que o verdadeiramente sagrado é o natural. Não o sobrenatural.
*Advogado e jornalista, presidente do Centro Cultural Espírita de Porto Alegre
*      

º Bianca  Medran Moreira° 

--

No hay comentarios:

Publicar un comentario en la entrada