"Es necesario liberarse de la fundamental incapacidad humana que constituye el egoísmo materialista."
Aldous Huxley

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EL POR QUÉ DE UN NUEVO BLOG

Después de abrir y mantener actualizados los blogs: CULTURA Y DIVULGACIÓN ESPÍRITAS y CENTRO VIRTUAL DE ESTUDIOS

ESPIRITISTAS Y AFINES, para la formación doctrinaria dentro de los postulados eminentemente racionalistas y laicos de la filosofía espírita codificada por el Maestro Allan Kardec que exhibe la Confederación Espírita Panamericana, a la cual nos adherimos, creímos conveniente abrir un nuevo Blog de un formato más ágil y que mostrase artículos de opinión de lectura rápida, sin perder por ello consistencia, así como noticias y eventos en el ámbito espírita promovidos por la CEPA, a modo de actualizar al lector.
Esa ha sido la razón que nos mueve y otra vez nos embarcamos en un nuevo viaje en el cual esperamos contar con la benevolencia de nuestros pacientes y amables lectores y vernos favorecidos con su interés por seguirnos en la lectura.
Reciban todos vosotros un fraternal abrazo.
René Dayre Abella y Norberto Prieto
Centro Virtual de Estudios Espiritistas y Afines "Manuel S. Porteiro".



sábado, 15 de septiembre de 2012

REFLEXÕES SOBRE O PERISPÍRITO E O CORPO MENTAL Jaci Régis(*) Santos-SP, Brasil 1. O PERISPÍRITO Allan Kardec ao afirmar a existência do perispírito, idêntico ao corpo físico, definiu-o como o envoltório do Espírito. Como não é possível imaginar o Espírito sem um corpo, seja encarnado ou desencarnado, é lógico supor que o perispírito é permanente. Ou seja, no nosso nível humano, o ser espiritual identifica-se, no espaço extrafísico, com um corpo idêntico ao que possuía enquanto encarnado, sucessivamente. Isso, porém, não significa que seja sempre o mesmo perispírito. Ao contrário, sabemos que em cada encarnação, há a desintegração e a reconstrução desse corpo energético, decorrente do processo de germinação e constituição do organismo físico. Dada a impossibilidade, então presumida, da relação direta entre o Espírito e o corpo físico (Espírito e matéria) atribuiu-se ao perispírito o papel de intermediário entre os dois e, ao mesmo tempo, como lugar da memória, inclusive estampada na morfologia corporal, devido à extrema plasticidade do corpo energético. Devido, principalmente, às dificuldades para explicar a permanência e a consolidação molecular do corpo somático, pensou-se que cabia ao perispírito a função de modelo funcional do organismo físico, fonte e diretriz de sua morfologia e mesmo de seu funcionamento biológico. Essa idéia tem sido repetida, sob variadas formas desde Delanne até hoje, inclusive por André Luiz. Contestações Estudiosos mais liberais e ligados ao pensamento científico vigente, têm procurado contestar as tradicionais informações sobre o papel do perispírito. O engenheiro Marcelo Coimbra Régis, em trabalho apresentado no IV Simpósio Brasileiro do Pensamento Espírita, em 1995, apresentou as seguintes contribuições: Definição – corpo do Espírito, de estrutura material, composição e estado diferenciado do atualmente registrável e/ou conhecido. Ligação energética entre Espírito (pensante) e corpo (atuante) O perispírito é a cópia do corpo humano, mudando de forma de planeta a planeta e de aparência, a cada encarnação. Constituição – Matéria em estado desconhecido, porém sujeita a ação inteligente do Espírito e com capacidade de alterar seu estado natural de forma a tornar-se registrável aos nossos instrumentos (vide fenômenos físicos, ectoplasmia, raps\, etc.) Propriedades – Em seu estado natural, responde à ação intencional do elemento inteligente (Espírito) que tal como imã, aglutina e mantém sua estabilidade. Como analogia, teríamos o Espírito como o foco de atração , tendo ao seu redor a aglutinação da matéria perispirítica, formando o complexo Espírito/perispírito a emanar radiações energéticas, conforme os estados emocionais o Espírito. Portanto, o perispírito como corpo, ente, só existe ligado/aglutinado ao Espírito, não possuindo existência independente Biológico - o perispírito tem atuação muito sutil na economia corporal, pois o corpo humano é autônomo em suas funções básicas. Como transmissor das sensações e vontade do Espírito, o perispírito atua principalmente através do Sistema Nervoso Central, cabendo ao cérebro transformar esses impulsos energéticos em comandos reconhecíveis pelo resto do organismo. Sendo um corpo energético, ele também influencia o rosto do corpo, qual um campo de forças interagindo com as células e tecidos, porém, sem comandar diretamente seus movimentos e ações. Espiritual/Fenomenológico – aqui propomos a manutenção da proposta de A. Kardec sobre esses assuntos. No VI Simpósio Brasileiro do Pensamento Espírita, em 1999, o engenheiro Reinaldo de Lucia, também apresentou trabalho sobre a natureza do perispírito, com as seguintes conclusões: Nesse modelo, a matéria que compõe o perispírito (na verdade, um tipo de energia) é perfeitamente integrada com a matéria "densa", podendo assim interagir com partes dela. Da mesma forma, por ser muito mais sutil, é perfeitamente suscetível de ação direta pelo Espírito, que pode mudá-la segundo sua vontade. O Espírito age como se fosse (numa analogia grosseira) uma carga. Tal como uma carga elétrica cria em torno de si um campo eletromagnético, o Espírito cria em torno de si um campo, que, à falta de nome melhor, poderia ser chamado de campo espiritual. Esse campo espiritual é o lugar geométrico onde se aglutinam as energias que constituem o perispírito. Esse não seria, então, um corpo, um organismo propriamente falando, mas um aglomerado energético-material em constante interação com o Espírito. Encarado sob este novo modelo, o perispírito passa a ter propriedades e funções mais adequadas aos conceitos atualmente aceitos pela ciência , sem descaracterizar as funções principais que lhes foram atribuídas por Kardec: Permite ao Espírito adquirir experiências que lhe são absolutamente necessárias para seu progresso intelectual; Age como individualizador dos Espíritos desencarnados, dando-lhes uma forma que lhes permite, especialmente em estágios menos avançados do processo evolutivo, seguir aprendendo e atuando,. Pode ser modificado segundo a vontade do Espírito Age durante a encarnação, permitindo que o Espírito consiga uma união perfeita com a matéria mais densa que compõe o corpo físico. Poder-se-ia dizer que, de certa forma, é o intermediário entre o corpo físico e o Espírito. A diferença é ser um intermediário estruturado como um continuum da própria matéria corporal, sob a forma energética, e não algo completamente diferente dela; Tem papel importante nas manifestações mediúnicas de efeitos físicos, tais como a materialização. Sua atuação nas manifestações inteligentes ainda precisa ser estudada. Recebe a influência de energias externas, vindas normalmente de outros Espíritos, sejam elas boas ou não. Não possui a função de transmissor de sensações do corpo para o Espírito ou de ordens no sentido inverso. Da mesma forma, não tem nenhuma atuação sobre a memória ou inteligência. Não possui órgãos nem nenhuma constituição semelhante, que são exclusivas do corpo físico. Modifica-se de acordo com as necessidades e capacidades do Espírito, mas não obrigatoriamente em mundos distintos (há de se verificar a questão da isotropia material do Universo). Analisando essas contribuições que se contrapõem ao entendimento tradicional sobre o papel e à formação do perispírito que, nas obras de André Luiz ganha uma feição de organismo com órgãos e funções, em muitos casos semelhantes à do organismo físico, faremos a reflexão que nos parece ser compatível neste momento. No nosso entendimento, realmente, o perispírito, não parece ter funções específicas na encarnação e restringe-se, no espaço extrafísico, ao papel de " capa energética" identificadora do Espírito desencarnado, com a dupla função de permitir a relação com os demais e servir de auto-identificação, uma vez que é na encarnação que o ser espiritual de nosso nível evolutivo encontra a própria imagem. Assim, parece-nos perfeitamente aceitável que o perispírito não sendo um organismo, não possui órgãos, o que elimina a suposição de que a mente, ou seja a capacidade intelecto-afetiva do Espírito esteja nele sediada. Isso parece pouco provável uma vez que sendo o perispírito uma criação temporária, sucessivamente reconstruída pelo Espírito, não teria condições de perpetuar a memória, que embora seja uma propriedade intrínseca do Espírito, é instrumentada de forma externa a ele. 2. O ESPÍRITO Encontramos no O Livro dos Espíritos informações vagas sobre a natureza do Espírito. Isso é perfeitamente compreensível porque não há forma gramatical ou explicação cientificamente compreensível sobre a complexa ou, quem sabe, simples constituição do ser . A palavra "espírito" (com letra minúscula) é inicialmente empregada para designar o princípio inteligente do universo em contraposição ao princípio material. O Livro faz uma série de ponderações sobre a interação entre esses dois elementos, cabendo a Kardec dizer que "a matéria é o agente, o intermediário, com a ajuda da qual e sobre a qual o espírito atua" . Depois, a palavra "Espírito"(com letra maiúscula) foi usada para designar "os seres inteligentes da Criação" ou seja para a individualização do princípio inteligente. Na tentativa de explicar a forma do Espírito , temos alguns itens de grande significação: Os Espíritos são imateriais? – Imaterial não é o termo apropriado, incorpóreo seria mais exato..... é uma matéria quintessenciada..... tão eterizada, que não pode ser percebida pelos vossos sentidos. Os Espírito têm uma forma determinada, limitada e constante? Eles são, se o quiserdes, uma flama, um clarão, uma centelha etérea. Segundo a Doutrina, esse Espírito ao ser criado é um princípio espiritual, que se tornará um "Espírito" ao desenvolver a inteligência e a afetividade, capaz de perceber-se como um ser, numa espiral evolutiva. Uma das mais significativas e inéditas contribuições do pensamento espírita refere-se à sua teoria da evolução do Espírito. De acordo com essa teoria, "o ser inteligente do universo" é criado por Deus como um princípio espiritual, "simples e ignorante". Isto é, um ser potencial, estruturalmente vazio. A potencialidade está contida na possibilidade de expansão e aquisição de experiências, movida por uma forma de energia oriunda de sua natureza permanente, imortal. Essas informações nos levam a ponderar que, em si mesmo, o Espírito não possui organização, sendo um núcleo incorpóreo, potencialmente expansível dispondo de uma energia intrínseca, propulsora e determinada, sintetizada no instinto de conservação e de uma capacidade potencial de apreensão e reelaboração de experiências. Dentro desse enfoque, o estudo do ser deverá ser feito em dois momentos: período pré-humano, como tempo de estruturação básica da individualidade período de sua inserção no nível humano, onde estrutura uma personalidade mutante. O período pré humano caracteriza-se, a partir instinto de conservação ou agressividade natural, como o da aquisição de conteúdos de experiência. Nele, o princípio espiritual não tem consciência de si mesmo e não possui nenhuma estrutura básica de percepção ou seleção. Na verdade, parece compreensível que a busca incessante da auto preservação, como elemento básico de perpetuação, seja o desencadeante do processo evolutivo pois dentro desse impulso inato, o ser embrionário esboça o esforço de construir condições de manter-se íntegro. Em conseqüência, desencadeia também um complexo, amplo e infindável processo de relações com o meio ambiente e com semelhantes, estabelecendo as bases futuras da consciência. O período humano é caracterizado pelo desenvolvimento da razão, ou seja a capacidade de acumular aprendizado e experiências e desenvolver a afetividade, com o reconhecimento de si mesmo e do outro. Como diz André Luiz no livro "No Mundo Maior", ( página 57 ,20a.edição - FEB) " O princípio espiritual desde o obscuro momento da criação, caminha sem detença para frente. Afastou-se do leito oceânico , atingiu a superfície das águas protetoras, moveu-se em direção à lama das margens, debateu-se no charco, chegou à terra firme, experimentou na floresta copioso material de formas representativas, ergueu-se do solo, contemplou os céus e, depois de longos milênios, durante os quais aprendeu a procriar, alimentar-se, escolher, lembrar e sentir, conquistou a inteligência....Viajou do simples impulso para a irritabilidade, da irritabilidade para a sensação, da sensação para o instinto, do instinto para a razão. 3. O CORPO MENTAL Já vimos que o princípio espiritual não possui estrutura, pelo menos inicialmente. Todavia, interagindo com os elementos orgânicos, ele vai desenvolvendo uma estrutura psíquica , que chamo, por analogia, de corpo mental. É nesse centro energético e psíquico que o princípio espiritual vai estruturando um sistema mental flexível. Como diz André Luiz, é nesse espaço que vão sendo inscritos "os princípios ontogenéticos" que a experiência repetitiva e incessante vai consolidando, no processo constante de nascer, viver e morrer e renascer. Aí ele estrutura a memória e seleciona as experiências vividas. Ao longo do tempo, construindo, reconstruindo e armazenando as experiências, o princípio espiritual, começa a adquirir consciência crescente de si mesmo. Torna-se um Espírito. O corpo mental é, então, seu instrumento de recriação constante dos processos vivenciais de nascer, viver, morrer e renascer, com a diferença crescente de conscientização de si mesmo e do usufruto dos resultados acumulados das experiências e vivências. E é no corpo mental que ele inscreve e consolida, refunde e recicla suas impressões e aprendizado. Referindo-se ao corpo mental, assim afirma André "O corpo mental, assinalado experimentalmente por diversos estudiosos, é o envoltório sutil da mente. Estudando os efeitos do monoideismo que leva à perda do perispírito, André Luiz diz o seguinte: "cabendo-nos notar que essa forma (ovóide), segundo a nossa maneira atual de percepção, expressa o corpo mental da individualidade, ao encerrar consigo, conforme os princípios ontogenéticos da Criação Divina, todos os órgãos virtuais de exteriorização da alma, nos círculos terrestres e espirituais, assim como ovo, aparentemente simples, guarda hoje a ave poderosa de amanhã ou como a semente minúscula, que conserva nos tecidos embrionários a árvore vigorosa em que se transformará no porvir. (..."(Evolução em Dois Mundos, Capitulo II - Corpo espiritual, página 25, 91 1a. edição 1959 - FEB) Temos, pois, uma descrição possível do corpo mental, como um corpo sutil, de forma ovóide em torno do Espírito, guardando os órgãos de exteriorização da alma. Nessa conjugação mento-espiritual reside a expressão da individualidade. Embora enfatizando o perispírito como centro virtual da organização física, André Luiz mostra-o, todavia, precário, transitório, dependendo do desempenho mental para manter-se íntegro após a morte, principalmente nos primórdios da evolução e, depois, devido a processos doentios de concentração emocional. Eis o que ele diz : "Pela compreensão progressiva entre as criaturas, por intermédio da palavra que assegura o pronto intercâmbio, fundamenta-se no cérebro o pensamento contínuo e, por semelhante maravilha da alma, as "idéias-relâmpagos" ou as "idéias-fragmentos" da crisálida de consciência, no reino animal, se transformam em conceitos, inquirições, traduzindo desejos e idéias alentadas, substância íntima." Nesse processo evolutivo, informa ele "vamos encontrar o homem infra-primitivo, na rusticidade da furna em que se esconde, surpreendido no fenômeno da morte, ante a glória da vida, como criança tenra e deslumbrada à frente de paisagem maravilhosa, cuja grandeza, nem de leve, pode ainda compreender. O pensamento constante ofereceu-lhe a precisa estabilidade para a metamorfose completa... Entretanto, o homem selvagem, que se reconhece dominador na hierarquia animal, cruel habitante da floresta, que apura a inteligência, através da força e da astúcia, na escravidão dos seres inferiores que se lhe avizinham da caverna, desperta fora do corpo denso, qual menino aterrado, que, em se sentindo incapaz da separação para arrostar o desconhecido, permanece, tímido, ao pé dos seus, em cuja companhia passa a viver, noutras condições vibratórias, em processos multifários de simbiose, ansioso por retomar à vida física que lhe sugere à imaginação como sendo a única abordável à própria mente..... Ressurgir na própria taba e renascer na carne, cujas exalações lhe magnetizam a alma, constituem aspiração incessante do selvagem desencarnado.... Pela oclusão de estímulos outros, os órgãos do corpo espiritual se retraem ou se atrofiam, por ausência de função, e se voltam, instintivamente, para a sede do governo mental, onde se localizam, ocultos e definhados, no fulcro de pensamentos em circuito fechado sobre si mesmos, quais implementos potenciais do germe vivo entre as paredes do ovo. Nesse período, afirmamos habitualmente que o desencarnado perdeu o seu corpo espiritual, transubstanciado-se num corpo ovóide..." ((Evolução Em Dois Mundos, pagina 76, 88 a 91 - 1a. edição, 1959, FEB) Verificamos, por essas informações, que perdendo o perispírito por deficiência do interesse e dificuldade em permanecer consciente, o Espírito concentra-se no seu corpo mental, onde provavelmente se instala a mente ou projeção constitucional do Espírito, sede da memória permanente e reduto de todas as experiências de seu processo evolutivo. 4. DISSOLUÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO PERISPÍRITO NA REENCARNAÇÃO A reencarnação é, por natureza, um trauma, destinado a promover uma ruptura das condições ambientais provocando um conflito existencial que pode ou não resultar numa modificação estrutural da personalidade existente. Em síntese, se considerarmos os efeitos que o processo reencarnatório provoca na estrutura da personalidade construída antes do nascimento, teremos um quadro bastante elucidativo. Dividamos o processo, a partir do momento da concepção até a consolidação da encarnação, e analisemos o comportamento do perispírito durante o processo . 4.1 - Período de desestruturação Este período se caracteriza pela desestruturação da personalidade existente, isto é, aquela que o reencarnante construiu na encarnação anterior, com possíveis modificações no plano extrafísico. Apenas para reforçar e lembrar que a individualidade permanente cria, a cada encarnação, uma personalidade adequada ao momento existencial, portanto mutável.. Ao se iniciar o processo da reencarnação, ele é um ser adulto, com idéias, sexo e conceitos mais ou menos definidos. Dentro de 9 meses, todo esse acervo se concentrará, perdendo os delineamentos de memória para ser sintetizado num ser indefeso e impotente para realizar os mínimos exercícios de raciocínio e percepção consciente de si mesmo. No livro "Entre a Terra e o Céu", André Luiz nos traz interessantes informações sobre o desaparecimento do perispírito no processo reencarnatório. O relato gira em torno da reencarnação do Espírito de Júlio, que no momento é uma criança desencarnada: " O corpo sutil do menino como que se justapunha aos delicados tecidos do perispírito maternal, adelgaçando-se gradativamente aos nossos olhos.... Delgaçara-se de maneira surpreendente.".. (. E a forma a rarefazer-se sob nosso olhos? )..... Está em ativo processo dissolução.. Em seguida transcreve a ilustração feita pelo Instrutor sobre o processo de dissolução do perispírito. "Imaginemos um pêssego amadurecido, lançado à cova escura, a fim de renascer. Decomposto em sua estrutura, restituirá aos reservatórios da Natureza todos os elementos da polpa e dos demais envoltórios que lhe revestem os princípios vitais, reduzindo-se ao imo do solo ao embrião minúsculo, que se transformará, no espaço e no tempo, em novo pessegueiro. É importante notar que O Livro dos Espíritos afirma que "o feto não tem alma" que corresponde à informação de que a ligação do Espírito com o organismo em gestação é tênue, através do chamado "cordão perispiritual" uma extensão energética, em nosso entendimento, do corpo mental. Logo, aí praticamente inexiste o perispírito. Como propõe Reinaldo di Lucia, sendo o perispírito um não-organismo, uma forma energética, ele só ressurgirá após o nascimento da criança. No período de gestação, existe o Espírito e seu corpo ovóide preso ao campo mental da mãe e dele se desprende com o nascimento 4.2 - Período de reestruturação O nascimento representa o mergulho do Espírito numa autêntica "caixa preta" saturada de emoção e latência, pois todo o acervo anterior é submetido a um processo de compactação. O choque do nascimento é o ponto de ruptura do antes e do agora. Imediatamente após o nascimento, tem início o período de reestruturação, Nesse momento a forma perispiritual começa a reestruturar-se, juntamente com o crescimento da criança. A integração do Espírito ao seu corpo promove a reconstrução total dos corpos psíquico, expressão energética, virtual do organismo físico. 5. LIGAÇÃO ESPÍRITO-CORPO Uma questão importante é saber-se como se faz a ligação do Espírito com o corpo. O Livro dos Espíritos tem informações interessantes: A alma não está encerrada no corpo, como o pássaro numa gaiola. Ela irradia e se manifesta no exterior, como a luz através de um globo de vidro ou como som em redor de um centro sonoro. É por isso que se pode dizer que ela é externa, mas não como um envoltório do corpo. A alma não tem no corpo uma sede determinada e circunscrita, mas ela se situa particularmente na cabeça... e no coração. A sede da alma se encontra mais particularmente nos órgão que servem para as manifestações intelectuais e morais. Considerando que a referência ao coração como sede do sentimento é antes de tudo uma metáfora, não há dúvida que é no cérebro que se encontram as ligações essenciais entre o Espírito e o corpo. Embora não se tenha uma idéia clara de como se dá a ligação da mente espiritual e o cérebro, é fora de dúvida que a interligação Espírito e corpo se processa nas circunvoluções e mecanismos cerebrais. Apoiando-nos no estudo de Reinaldo di Lucia sobre o perispírito, acima referido, podemos lucubrar sobre a possibilidade de que essa ligação Espírito-cérebro, se dê, em perfeita integração, no nível energético vibracional. Esse campo eletrizado e saturado de vibrações, mento-magnéticas, exprime, a nosso ver, os vórtices vibracionais do Espírito, através do tecido energético de forma ovóide, que seria a estrutura do corpo mental. O cérebro estaria mergulhado nesse tecido mental, estabelecendo uma ligação extremamente sutil, mas totalmente integrada, sinérgica. Seria, como analogia possível, uma interligação mente-cérebro, idêntica a que ocorre entre os neurônios, através das sinapses e neurotransmissores, aqui substituídos pelo fluxo da vontade do Espírito e emissões energéticas do organismo cerebral. 6. CONCLUSÃO Essas hipóteses nos levam à conclusão de que certas funções fundamentais atribuídas ao perispírito, no campo da memória e das recíprocas influências entre a mente espiritual e o corpo são, na verdade, exercidas diretamente pelo Espírito, através de seu corpo mental, num continuum energético integrado em suas variadas expressões. Dentro do entendimento de que estamos constantemente emitindo energias das mais variadas expressões, freqüências e intensidade, sabemos que um tecido energético repete em nível vibracional de energia mais sensível, a estrutura externa do organismo humano, refletindo, todavia, os estados mentais da pessoa. Seria a aura humana. Essa estrutura energética, verdadeira carapaça energética, no dizer de André Luiz, identifica os estados emocionais e físicos da pessoa. É um halo vital, mistura de energias de bases diversas, que, todavia, não deve ser confundida com o perispírito. Existe em relação à vida orgânica e mental do ser encarnado.
Ligado diretamente à mente espiritual, o perispírito é uma estrutura de energia sutil, mas forte, moldado na dinâmica da sinergia mente-corpo, durante a encarnação. Sendo, todavia, independente do corpo físico, quando mantido pela vontade e pelo pensamento contínuo do Espírito, transcende ao organismo, permanecendo íntegro durante a encarnação e após a morte física, como instrumento de identificação da pessoa. O perispírito é, como afirmamos, uma "capa energética" característica bem próxima da expressão "envoltório" usada por Kardec, sem estrutura e sem organização propriamente dita, mas existindo pela vontade do Espírito, como instrumento de identificação. A sede da memória, o instrumento mental desenvolvido pelo Espírito, seria seu corpo mental, permanente e em constante processo de expansão e aperfeiçoamento. (*) Psicólogo Clínico, Presidente do Instituto Cultural Kardecista, de Santos, fundador e diretor do Jornal Abertura, presidente do Conselho Administrativo do Lar Veneranda, escritor, autor dos livros "A Mulher na Dimensão Espírita" (co-autoria), "Amor, Casamento e Família", "Comportamento Espírita", "Uma Nova Visão do Homem e do Mundo", "Caminhos da Liberdade", "Muralhas do Passado", Introdução à Doutrina Kardecista" e "A Delicada Questão do Sexo e do Amor".

viernes, 14 de septiembre de 2012

¿Que es CEPA? La Confederación Espírita Panamericana - CEPA es una institución autónoma de carácter federativo, que representa un amplio sector del Movimiento Espírita organizado en el continente americano y que hoy cuenta también con instituciones adheridas en países europeos y de Oceanía. Fue fundada el día 5 de octubre del año 1946 en la ciudad de Buenos Aires, oportunidad en que se realizó luego de grandes esfuerzos de los organizadores, el Primer Congreso Espírita Panamericano, coincidiendo con la semana de celebración del descubrimiento de América. Argentina, Brasil, Chile, Cuba, Ecuador, Estados Unidos, Honduras, México, Puerto Rico y Uruguay estuvieron brillantemente representados. Dos brasileños participaron en la mesa directiva, el Dr. Paulo Hecker y el coronel Pedro Delfino Ferreira, habiendo sido electo este último presidente del Congreso. El Sr. Hugo Lino Nale y el Ing. José S. Fernández representaron a la Confederación Espírita Argentina y a la Sociedad "Constancia" de Buenos Aires. El Congreso tomó la decisión de fundar la Confederación Espírita Panamericana, cuyo símbolo debería ser la "cepa de la vid", escogida por Kardec para identificar al Espiritismo. La CEPA, con un doble significado en su sigla, iniciaba así su marcha rumbo al progreso de las ideas espíritas en América. La convicción del grupo de espíritas de Argentina y Brasil promovió la adopción de un Estatuto que estableció un programa mínimo de objetivos comunes. Prevaleció, más allá de las posiciones doctrinarias y filosóficas, la necesidad de colocar al nuevo órgano, la CEPA, al servicio de la tarea de unión. La CEPA inició su camino a través de la promoción y la integración del espiritismo latinoamericano, adquiriendo la flexibilidad intelectual y la capacidad moral de superación de las diferencias circunstanciales de interpretación, acciones y enfoques regionales, en favor de una posición pluralista y universal. Siempre movida por un constante dinamismo, la CEPA pasó entonces a recorrer un amplio circuito geográfico e ideológico por todo el continente, perfeccionando y enriqueciendo las propuestas básicas de su pensamiento original a lo largo del tiempo. Objetivos de la CEPA : 1. Difundir el Espiritismo por todos los pueblos de América a través del movimiento espírita organizado en el ámbito Panamericano, entre los países participantes y sus relaciones mundiales, velando constantemente por el respeto a los principios de la Doctrina Espírita. 2. Estimular el debate permanente de la Doctrina, de conformidad con su carácter fundamentalmente evolutivo, para actualizar sus postulados científicos, filosóficos y morales a las exigencias del momento, así como posibilitar la absorción de nuevas ideas. 3. Contribuir para una buena relación entre las organizaciones espíritas continentales, procurando unidad de propósitos dentro de los principios doctrinarios, dirigidos al perfeccionamiento de los ideales de unión y fraternidad. 4. Organizar foros de debates filosóficos, científicos y culturales que representen integralmente los propósitos de divulgación del pensamiento espírita, propiciando el intercambio continental de ideas entre sus participantes, respetando las experiencias regionales. 5. Participar en actos de carácter continental realizados por los países e instituciones americanos que tengan por objetivo el desarrollo del saber científico, filosófico y espiritual, dirigido a la evolución, no solamente del pensamiento espírita, sino también de la moral de los individuos. PERFIL La CEPA se empeña en exteriorizar, en toda su plenitud, los postulados que componen la Doctrina fundada por Allan Kardec. En su defensa y desarrollo, se coloca por encima de las relaciones personales o institucionales. En consonancia con esta línea maestra, la CEPA lucha por una Doctrina: • Kardecista, porque asume las enseñanzas y reflexiones que se desprenden de la obra de Allan Kardec, representativa de la esencia y de la base del edificio doctrinario espírita. Orientado por la brújula de la codificación kardecista, el Espiritismo mantendrá siempre el rumbo correcto y seguirá por caminos seguros. • Progresista, porque el pensamiento espírita es un instrumento para el mejoramiento individual y social, aunado a valores como libertad, justicia e igualdad. Proporciona una postura dinámica, abierta, autocrítica, capaz de rectificar conceptos, como resultado del proceso de cambio del mundo. • Libre pensadora, porque invita a sus integrantes y personas en general a gozar, en su plenitud, del derecho al libre examen de todas las ideas y al aprovechamiento de toda reflexión, con criterios y métodos dentro y fuera del Espiritismo. Libertad de pensamiento, libertad de expresión y libertad de discusión y crítica son derechos irrenunciables, condiciones necesarias para la total expresión de un espírita auténtico. Esos derechos están, por tanto, garantizados por la CEPA a todas las personas y las sociedades a ella vinculadas. ORIGENES La Confederación Espírita Panamericana, CEPA, surgió en medio de acontecimientos sociales y políticos de extrema importancia, ocurridos tanto en Europa como en la propia América. 1. La realización del Congreso Espírita Internacional, en septiembre de 1934, en la ciudad de Barcelona, España, al cual asistieron, representando a Argentina, Humberto Mariotti y Manuel S. Porteiro. 2. El estallido de la Segunda Guerra Mundial, en 1939, que afectó las actividades del Espiritismo en Francia, España y otros países de Europa. 3. El desplazamiento de la cultura europea, sepultada bajo los escombros de sus propios errores. La libertad, el mayor de todos los derechos, no podía ser ejercida. 4. La desaparición, como institución organizada, de la Confederación Espírita Internacional, con sede en París, que vino a acentuar la necesidad de contar con un órgano central que reuniese a todos los espíritas de América. 5. La idea de la Confederación Espírita Argentina, que consideraba un deber de los seguidores de la Doctrina de Kardec en el continente crear una Confederación Espírita de América, movilizando así al pensamiento kardecista en la formación de su propia cultura. 6. La necesidad de llenar el vacío dejado por la falta de literatura espírita española, pues era de allí de donde normalmente nos llegaban revistas, libros y material doctrinario dirigidos a las instituciones y comunidades espíritas de este lado del Atlántico. HISTÓRICO PRESIDENTES DE LA CEPA 1946 - 1949 José S. Fernández (Buenos Aires - Argentina) 1949 - 1953 Pedro Delfino Ferreira (Rio de Janeiro - Brasil) 1953 - 1957 Miguel Santiesteban (Havana - Cuba) 1957 - 1960 Guillermina de Fermaintt (São João - Porto Rico) 1960 - 1963 Mauro Jiménez Pelaez (Cidade do México - México) 1963 - 1966 Natalio Ceccarini (Buenos Aires - Argentina) 1966 - 1972 Dante Culzoni Soriano (Rafaela - Argentina) 1972 - 1975 Romeo Molfino (Rafaela - Argentina) 1975 - 1990 Hermas Culzoni Soriano (Rafaela - Argentina) 1990 - 1993 Pedro A. Barboza de la Torre (Maracaibo - Venezuela) 1993 - 2000 Jon Aizpúrua (Caracas - Venezuela) 2000 - 2008 Milton Rubens Medran Moreira (Porto Alegre - Brasil) 2008- 2012 Dante López (Rafaela- Argentina) Sede Actual CONFEDERAÇAO ESPÍRITA PAN-AMERICANA Güemes 255 - 2300 Rafaela Prov. De Santa Fe - ARGENTINA

El  problema del ser y del destino
León Denís

RESUMEN DE LA INTRODUCCIÓN DEL LIBRO


Una dolorosa observación sorprende al pensador en el ocaso de la vida. Resulta también, más punzantes las impresiones sentidas en su giro por el espacio. Reconoce él entonces que, si las enseñanzas administradas por las instituciones humanas, en general (religiones, escuelas, universidades), nos hacen conocer muchas cosas superfluas, en compensación casi nada enseña, de lo que más precisamos conocer para la orientación de la existencia terrestre y preparación para el Más Allá.
Aquellos a quienes incumbe la alta misión de ilustrar y guiar el alma humana, parecen ignorar su naturaleza y su verdadero destino.
La mayor parte de los profesores y pedagogos, apartan  sistemáticamente de sus lecciones, todo lo que se refiere al problema de la vida, las cuestiones de extensión y finalidad...
La misma impotencia encontramos en los sacerdotes. Por sus afirmaciones desprovistas de pruebas, apenas consiguen comunicar a las almas que le son confiadas, una creencia que ya no corresponde a las reglas de una critica sana, ni a las exigencias de la razón.
Efectivamente, en la universidad, como en la Iglesia, el alma moderna no encuentra sino oscuridad y contradicciones, en todo lo que respecta al problema de su naturaleza y de su futuro.
Es a ese estado de cosas que se debe atribuir, en gran parte, los males de nuestra época, la incoherencia de las ideas, el desorden de las conciencias, la anarquía moral y social.
La educación que se da a las generaciones es complicada; más, no les aclara el camino de la vida, no les da el temple necesario para las luchas de la existencia. Carl du Prel refiere el siguiente hecho:
"Un amigo mío, profesor de la universidad, pasó por el dolor de perder una hija, lo que le reavivó el problema de la inmortalidad. Se dirigió a los colegas, profesores de Filosofía, esperando encontrar consuelo en sus respuestas. Amarga decepción: pidiera pan, y le ofrecían una piedra; buscaba una afirmación, le respondían con un talvez!"
Sarcev, modelo completo del profesor universitario, escribía; "Estoy en la Tierra. Ignoro absolutamente como vine aquí, ni como aquí fui lanzado. Ignoro como saldré de aquí, ni lo que será de mí cuando lo haga."
El alma de nuestros hijos, sacudida entre sistemas variados y contradictorios ( el positivismo de Auguste Comte, el naturalismo de Hegel, el materialismo de Stuart Mill, el eclectismo de Cousin, etc), fluctúa incierta, sin ideal, sin fin preciso.
El eminente profesor Raoul Pictet señala ese estado de espíritu en la Introducción de su última obra sobre las “Ciencias Psíquicas”.
 Habla él, del efecto desastroso producido por las teorías materialistas, en la mentalidad de sus alumnos, y concluye así:
"Esos pobres mozos, admiten que todo lo que pasa en el mundo es efecto necesario y fatal de condiciones primarias, en las que la voluntad no interviene; consideran que la propia existencia es, forzosamente, juguete de la fatalidad ineluctable, a la cual están entregados de pies y manos atadas.
Esos mozos cesan de luchar enseguida, ante las primeras dificultades. Ya no creen en sí mismos. Se tornan tumbas vivas, donde se encierran, promiscuamente, sus esperanzas, sus esfuerzos, sus deseos, fosa común de todo lo que hace latir el corazón, hasta el día del envenenamiento. He visto esos cadáveres ante sus escritorios y en el laboratorio, y me ha causado pena verlos.”
Las teorías de Reno, las doctrinas de Nietzsche, de Schopenhauer, de Haeckel, etc., mucho contribuyeron, a su vez, para determinar ese estado de cosas. Su influencia por todas partes se extiende. Se les debe atribuir, en gran parte, ese lento trabajo, obra oscura de escepticismo y de desánimo, que se desarrolla en el alma contemporánea, esa desagregación de todo lo que fortificaba la alegría, la confianza en el futuro, las cualidades viriles de nuestra raza.
Hasta aquí, el pensamiento se confinaba en círculos estrechos: religiones, escuelas, o sistemas, que se excluyen y combaten recíprocamente. De ahí, esa división profunda de los espíritus, esas corrientes violentas y contrarias, que perturban y confunden al medio social.
Aprendamos a salir de estos círculos austeros y a dar libre expansión al pensamiento, cada sistema contiene una parte de verdad; ninguno contiene la realidad entera.
La crisis moral y la decadencia de nuestra época provienen, en gran parte, de haberse inmovilizado el espíritu humano, durante mucho tiempo. Es necesario arrancarlo de la inercia, de las rutinas seculares, llevarlo a las grandes altitudes, sin perder de vista las bases sólidas que le viene a ofrecer, una ciencia engrandecida y renovada.
Esta es la ciencia del mañana, trabajamos en construirla.
Ninguna obra humana puede ser grande y duradera si no se inspira, en la teoría y en la práctica, en sus principios y en sus explicaciones, en las leyes eternas del universo. Todo lo que es concebido y edificado fuera de las leyes superiores se funda en la arena y se desmorona.
Ahora, las doctrinas del socialismo actual tienen una tara capital. Quieren imponer una regla en contradicción con la Naturaleza y la verdadera ley de la Humanidad: el nivel igualitario.
La evolución gradual y progresiva es la ley fundamental de la Naturaleza y de la vida. Es la razón de ser del hombre, la norma del Universo. Insubordinarse contra esa ley, sustituirla por otro fin, sería tan insensato como querer parar el movimiento de la Tierra o el flujo y el reflujo de los océanos.
El lado más débil de la doctrina socialista es la ignorancia absoluta del hombre, de su principio esencial, de las leyes que presiden su destino. Y cuando se ignora al hombre individual, ¿cómo se podría gobernar al hombre social?
El origen de todos nuestros males, está en nuestra falta de conocimiento y en nuestra inferioridad moral.
Toda la sociedad permanecerá débil, impotente y dividida durante todo el tiempo en que la desconfianza, la duda, el egoísmo, la envidia y el odio la dominen. No se transforma una sociedad por medio de leyes. Las leyes y las instituciones nada son sin las costumbres, sin las creencias elevadas. Cualesquiera que sean la forma política y la legislación de un pueblo, si él posee buenas costumbres y fuertes convicciones, será siempre más feliz y poderoso que otro pueblo de moralidad inferior.
Siendo una sociedad la resultante de las fuerzas individuales, buenas o malas, para mejorar la forma de esa sociedad es preciso actuar primero sobre la inteligencia y sobre la conciencia de los individuos.
Más, para la Democracia socialista, el hombre interior, el hombre de la conciencia individual no existe; la colectividad lo absorbe por entero. Los principios que ella adopta no son más que una negación de toda filosofía elevada y de toda causa superior. No se busca otra cosa sino conquistar derechos; entre tanto, el gozo de los derechos no puede ser obtenido sin la práctica de los deberes. El derecho sin el deber, que lo limita y corrige, solo puede producir nuevas dilaceraciones, nuevos sufrimientos
Las iglesias, es verdad, a pesar de sus fórmulas anticuadas y de su espíritu retrógrado, agrupan todavía a su alrededor a muchas almas sensibles; pero, se tornarán incapaces de conjurar el peligro, por la imposibilidad en que se colocaran de ofrecer una definición precisa del destino humano y del Más Allá, apoyada en hechos probados y bien establecidos. La religión, que tendría, sobre ese punto capital, el más alto interés en pronunciarse, se conserva en el vacío.
La Humanidad, cansada de los dogmas y de las especulaciones sin pruebas, se hundió en el materialismo, o en la indiferencia. No hay salvación para el pensamiento, sino en una doctrina basada sobre la experiencia y el testimonio de los hechos.
¿De donde vendrá esa doctrina? ¿Del abismo en que nos arrastramos, que poder nos librará? ¿Que ideal nuevo vendrá a dar al hombre la confianza en el futuro y el fervor por el bien? En las horas trágicas de la Historia, cuando todo parecía perdido, nunca faltó el socorro. El alma humana no se puede hundir totalmente y perecer. En el momento en que las creencias del pasado se oscurecen, una nueva concepción de la vida y del destino, basada en la ciencia de los hechos, reaparece. La gran tradición revive bajo formas engrandecidas, más nuevas y más bellas.
La tarea a cumplir es grande. La educación del hombre debe ser enteramente rehecha. Esa educación, ya lo vimos, ni la Universidad, ni la Iglesia están en condiciones de ofrecer, puesto que ya no poseen las síntesis necesarias para aclarar la marcha de las nuevas generaciones.
 Una sola doctrina puede ofrecer esa síntesis, la del Espiritualismo científico; ella ya sube en el horizonte del mundo intelectual y parece que ha de iluminar el futuro.
A esa filosofía, a esa ciencia, libre, independiente, emancipada de toda presión oficial, de todo compromiso político, los descubrimientos contemporáneos traen cada día nuevas y preciosas contribuciones. Los fenómenos del Magnetismo, de la radioactividad, de la telepatía, son aplicaciones de un mismo principio, manifestaciones de una misma ley, que rige conjuntamente el ser y el Universo.
Después de algunos años de labor paciente, de experimentaciones concienzudas, de pesquisas perseverantes, y la nueva educación habrá encontrado su fórmula científica, su base esencial. Ese acontecimiento será el mayor suceso de la Historia, desde el aparecimiento del cristianismo.
Un tiempo se acaba; nuevos tiempos se anuncian. La hora en que estamos es una hora de transición y de parto doloroso. Las formas agotadas del pasado empalidecen y se deshacen para dar lugar a otras, al principio vagas y confusas, más que se aclaran cada vez más. En ellas se esboza el pensamiento creciente de la humanidad.
Se puede, todavía, en nuestra época, vivir y actuar con más intensidad que nunca; más, ¿se puede vivir y actuar plenamente, sin tener conciencia del fin a alcanzar? El estado del alma contemporánea pide, reclama una ciencia, un arte, una religión de luz y de libertad, que vengan a disiparle las dudas, liberarla de las viejas esclavitudes y de las miserias del pensamiento, guiarla hacia horizontes resplandecientes a los que se siente llevada por la misma naturaleza y por el impulso de fuerzas irresistibles.
La fe en el progreso no camina sin la fe en el futuro, en el futuro de cada uno y de todos. Los hombres no progresan y no adelantan, sino creyendo en el futuro y marchando con confianza, con certeza hacia el ideal entrevisto.
Todo nos lo dice, el Universo es regido por la ley de la evolución, es eso lo que entendemos por la palabra progreso. Y nosotros, en nuestro principio de vida, en nuestra alma, y en nuestra conciencia, estamos para siempre sometidos a esa ley. No se puede desconocer, hoy, esa fuerza, esa ley soberana ella conduce al alma y sus obras, a través del infinito del tiempo y del espacio, a un fin cada vez más elevado; más, esa ley no es realizable sino por nuestros esfuerzos.
Nuestro deber es trazar la trayectoria a la Humanidad futura, de la que somos todavía parte integrante, como nos lo enseñan la comunión de las almas, la revelación de los grandes Instructores invisibles y como la Naturaleza lo enseña también por sus millares de voces, por la renovación perpetua de todas las cosas, a aquellos que la saben estudiar y comprender.
Vamos, pues, hacia el futuro, hacia la vida siempre renaciente, por la vía inmensa que nos abre un Espiritua1ismo regenerado!
Fe del pasado, ciencias, filosofías, religiones, iluminaos con una llama nueva; sacudid vuestros viejos sudarios y las cenizas que os cubren.
Escuchad las voces reveladoras del túmulo; ellas nos traen una renovación del pensamiento con los secretos del Más Allá, que el hombre tiene necesidad de conocer para vivir mejor, actuar mejor, y morir mejor!

Paris, 1908 León Denis


Adaptación: Oswaldo E. Porras Dorta

domingo, 9 de septiembre de 2012

DECLARACIÓN FINAL DEL XXI CONGRESO ESPÍRITA
PANAMERICANO
CARTA DE SANTOS

Los participantes del XXI Congreso Espírita Panamericano de
CEPA, que tuvo como tema central Perspectivas Contemporáneas
de la Teoría Espírita de la Reencarnación, realizado en la ciudad de
Santos, San Pablo, Brasil, del 5 al 9 de Setiembre de 2012, emiten la
presente Declaración, a partir de propuestas, ideas y conceptos
expuestos y debatidos en el referido evento:
1. Las estadísticas demuestran que la creencia en la reencarnación
o su aceptación como hipótesis científico-filosófica gana
expansión en todos los continentes, independientemente de las
tradiciones culturales y religiosas de sus respectivos pueblos y
naciones.
2. Episodios cada vez más frecuentes de recuerdos espontáneos de
probables vidas pasadas, especialmente en niños, así como el
uso de la hipnosis regresiva y experiencias mediúmnicas que
acceden a presuntas vidas anteriores de la actual existencia
física, ofrecen hoy un rico manantial de estudios aptos para
fortalecer fácticamente la teoría reencarnacionista.
3. La aceptación de la hipótesis palingenésica, especialmente a
partir de la perspectiva racional y filosófica, apoyada en
indicios y/o evidencias que se verifican en el campo de la
ciencia experimental, vienen al encuentro de las propuestas
fundamentales del Espiritismo, enunciadas en las obras básicas
de Allan Kardec y en obras complementarias de filósofos,
científicos, estudiosos, escritores y pensadores que, después de
él, vienen desarrollando una teoría espírita con una perspectiva
progresista, laica y libre-pensadora.
4. Como resultado de esta seria y fecunda labor, es posible, en el
presente estadio cultural de la humanidad, presentar la teoría
reencarnacionista espírita como un nuevo paradigma filosófico
y científico que merece la valoración, el estudio, la
profundización de la investigación y la aplicación práctica en
todas las áreas del conocimiento y del hacer humano.
5. Para que la teoría espírita de la reencarnación pueda,
efectivamente, ser asimilada como un nuevo paradigma
filosófico y científico, entretanto, será necesario ofrecerlo a la
cultura humana, no como un dogma religioso, sino como un
conocimiento capaz de dotar al individuo y a la sociedad de
responsabilidad personal y colectiva sobre el progreso
individual y social.
6. Resáltese que, a partir de la visión genuinamente espírita, la
rencarnación no es un fin en sí misma. Al contrario, es un
medio idóneo, necesario, insustituible, incluido en un proceso
multifacético, dinámico, ya que es parte integrante de los
mecanismos de la evolución, principio científico consagrado
por la modernidad;
7. A la luz de la filosofía espírita, la rencarnación puede ser vista
como un poderoso instrumento de búsqueda de la justicia
social, reduciendo, progresivamente, las desigualdades y las
injusticias sociales. Éstas, jamás deben ser interpretadas como
consecuencias de una presunta voluntad divina, sino como
resultado del orgullo, del egoísmo y del menosprecio de las
leyes naturales, a partir de las cuales, se estructura la propuesta
ética espírita.
8. A diferencia de antiguas creencias, como la metempsicosis, o
de algunas concepciones todavía vigentes en doctrinas
reencarnacionistas que se dicen inspiradas en el cristianismo,
en el hinduismo o en otras concepciones religiosas del mundo
actual, la palingenesia espírita defiende que el espíritu
reencarna para progresar y no para pagar culpas. Por esto, la
visión reencarnacionista espírita es esencialmente pedagógica,
ejerciendo un importante rol en la progresiva educación del
espíritu inmortal.
9. Plenamente identificados con las propuestas contemporáneas
de preservación de los recursos naturales indispensables para la
vida saludable presente y futura, los espíritas deben promover
constantes esfuerzos en pro de una teoría espírita
reencarnacionista sustentable, capaz de contribuir a la
concientización de la Humanidad en el sentido de evitar el
consumismo excesivo y la falsa prosperidad.
10. La visión palingenésica espírita, en fin, libera al espíritu
del dogmatismo religioso y de cualquier postura sectárea.
Construidas a partir de las propuestas contenidas en la obra de
Allan Kardec y de sus interlocutores espirituales, y
permanentemente perfeccionable por la contribución
progresista y libre-pensadora que resulta del intercambio entre
la Humanidad encarnada y desencarnada, es , al entender de los
espíritas aquí reunidos, eficiente instrumento de
autoconocimiento, de educación y de progreso ético individual
y colectivo. Identificada con las leyes naturales, especialmente
con los valores de Justicia, Amor y Caridad, que la sintetiza, la
rencarnación, tal como fue sistematizada en la teoría espírita,
contiene, de esta forma, elementos de convicción científica,
filosófica y ética de carácter universal. Gracias a su visión
reencarnacionista, basada en la evolución y el progreso, puede
el espiritismo ofrecer a la humanidad, en este momento
histórico, un nuevo paradigma capaz de acercar culturas y
hermanar pueblos, en favor del Progreso, la Paz y la
Fraternidad.
Santos, São Paulo, Brasil, 9 de Setembro de 2012.